sexta-feira, 18 de maio de 2012

Segunda noite do Ecom foi marcada pelas redes sociais no universo político

Por Antonio Carlos Andrade, Mariana Capistrano, Karla Stalschus e Suênia Basílio 


O segundo dia do ECOM 2012 foi iniciado com a palestra de Pedro César, representante da empresa 6 Sigma, que trabalha com pesquisa e consultoria estatística. Em seguida, foi realizada uma mesa-redonda para discutir os novos desafios da comunicação política, dando ênfase na campanha dentro das redes sociais.

Durante sua palestra, Pedro apresentou a forma como a 6 Sigma inovou dentro da pesquisa estatística e como essa nova ferramenta consegue ter uma alta precisão nos resultados das eleições. Dessa forma, cada candidato consegue direcionar sua campanha política para convencer o maior número de eleitores possíveis. 

Dentro do tema das redes sociais, perguntado por essa equipe de reportagem, Pedro revelou que a campanha por esse tipo de ferramenta será bastante utilizada por muitos políticos e um pouco de forma indiscriminada. Por ser uma mídia predominada por jovens, os políticos estão tendo que “caminhar em direção’’ a eles. Mas como eles fazem isso? Não adianta apenas criar uma conta. É necessário ganhar a confiança de quem vai ler as postagens. O jovem de hoje indaga mais e questiona mais. O político precisa chegar com conteúdo diferenciado para ser visto de forma positiva. 

Segundo os participantes da mesa-redonda, as campanhas nas redes sociais são eficazes, porém não fazem, necessariamente, o candidato conseguir um maior número de votos. Além disso, tem que haver uma acessoria de impressa que realmente faça com que aquele perfil no facebook ou no twitter, por exemplo, consiga ser bem visto pelas outras pessoas e não vire motivo de piada dentro da própria internet. Também tem que se tomar cuidado com o conteúdo postado, pois as notícias se espalham muito rápido e, pode acontecer, de não ter como remediar a situação e o candidato sair prejudicado. 

As redes sociais também já são são utilizadas por órgãos do governo, prefeituras, como uma forma de se aproximar da população e mostrar a sociedade aquilo que se está sendo realizado, como obras, trabalhos e ações governamentares. Também está servindo como uma maneira mais rápida de entrar em contato com esses órgãos e poder tirar dúvidas ou até mesmo resolver problemas.

A justiça eleitoral e as redes sociais



O advogado e professor Rodrigo Reül foi o convidado da noite para explicar como a justiça eleitoral irá fiscalizar as campanhas na internet, que é considerada por muitos uma terra sem lei. Muito simpático, Rodrigo nos atendeu antes do evento começar e respondeu algumas perguntas. De acordo com Rodrigo Reül, nesse momento, pré-eleitoral, não é possível, de forma alguma um pré-candidato realizar qualquer propaganda política que peça votos ao cidadão. Isso é proibido até o dia 6 de julho, a partir disso há permissão da propaganda direcionada aos eleitores, onde o político pode, efetivamente, pedir votos. Fica proibido qualquer tipo de propaganda que denigra a imagem do partido ou de outro candidato. Outra coisa, as mensagens só podem ser enviadas para quem solicitar. A fiscalização vai ocorrer, basicamente, por meio de denúncias. Caso o Ministério Público (MP), por conta própria, tome conhecimento do caso, irá fazer o seu papel. Mas em 99% dos casos, quem terá que fiscalizar os candidatos é o usuário da rede. As denúncias podem ser feitas diretamente na justiça eleitoral ou o MP, munido de documentação que comprove (print screen) em qual rede social aconteceu o crime e em qual momento ocorreu a mensagem. Mesmo que o candidato não seja o responsável pela postagem, ele quem sofrerá a pena, podendo tornar-se inelegível e receber multa cujo valor pode chegar até 25 mil reais.

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