segunda-feira, 21 de maio de 2012

#Ecom2012 termina com certeza de consolidação segundo coordenação do evento


Por Dayane Andrade, Débora Holanda, Thais Mendonça e Jenifer Pachu

Terminou na última sexta-feira, 18 de maio, mais uma edição do ECOM - Encontro de Comunicação e Mídia realizada pela faculdade Cesrei, que este ano teve como tema Do Palanque às Redes Sociais: A política nas plataformas comunicacionais.

Durante os três dias do evento ocorreram apresentações de palestras, Gt's, mesas redondas, oficinas e exposições de trabalhos que focaram principalmente em um dos assuntos mais discutidos no momento entre os estudantes de comunicação social: eleições e como a mídia e as redes sociais influenciam diretamente na escolha de seus candidatos.

Após mais um ano, o saldo foi positivo. O evento teve a participação de vários estudantes, do estado da Paraíba e também de fora, que puderam entender melhor vários assuntos que estão presentes no cotidiano e que requerem um olhar mais crítico da sociedade, principalmente, com a proximidade das corridas eleitorais.

A coordenação do #Ecom2012 disse ao Coletiva: "Cada ano o evento se consolida cada vez mais, não só ponto de vista da maturidade das questões abordadas, como da diversificação do público participante. Vide, por exemplo, não só a participação de pessoas vinculadas à instituição realizadora do evento, à Cesrei, como aquelas vindas de outros cursos e de outras instituições como UFCG, UFPB, Faculdades Integradas de Patos, UEPB e até UFRN.” E completou: “O ECOM é um evento que está definitivamente inserido no calendário da nossa instituição. Para 2013 nossa expectativa é que o evento continue se fortalecendo e possa continuar gerando discussões que contribuam para o entendimento desse universo que se abre com essas novas possibilidades comunicacionais."

domingo, 20 de maio de 2012

Exposição: A notícia publicitária – informação a venda

Por Ranayana Almeida




Esteve à mostra durante o ECOM (Encontro de Comunicação e Mídia), no Centro de Extensão Farias Nóbrega (na UFCG), a exposição do diretor de arte e jornalista Rodrigo Cruz. A exposição tinha como tema a hibridização do jornalismo com a publicidade. 

A proposta da exposição surgiu enquanto ainda cursava jornalismo, devido ao seu interesse de pesquisar e trabalhar com publicidade. A partir daí começou a pensar em como poderia unir e executar essas duas temáticas. 

“Eu comecei a perceber que existia, na maioria dos jornais, uma prática embutida: algumas notícias de alguns editoriais, como política e cultura, estavam sendo abordadas de maneira diferenciada do padrão, e percebi também que ali existiam alguns elementos publicitários, como o fator de venda. Então eu estudei um pouco mais e vi que muitos teóricos do campo jornalístico já estudavam a temática da notícia como uma mercadoria e me baseei neles para criar uma metodologia, para que eu pudesse fazer minha pesquisa. Primeiro eu separei os elementos da notícia e os elementos da publicidade e encontrei em ambos um elo que pudesse dar base ao meu trabalho. Eu comecei a recortar e pesquisei durante um mês para cada notícia, identificando que pontos e que artifícios eram usados em comum. A partir daí eu construí uma ideia criativa para cada uma das notícias”, conta Rodrigo Cruz sobre o processo criativo usado nas dez peças que foram expostas.

Para dar vida à parte visual, Rodrigo que já trabalha há seis anos no ramo publicitário, usou a experiência como diretor de arte. Quando perguntado sobre suas referências teóricas, cita Cremilda Medina e Aristeu Formiga, autor do livro “Vende-se a Notícia!”. 

Ao final da entrevista, Rodrigo declara: “É um incentivo que eu dou para todos os estudantes de comunicação: a importância de pensar em algo diferente. E é isso que eu sempre busquei no meu trabalho, trazer algo novo, algo que possa contribuir até mesmo para o futuro”.

Última noite do Ecom: Pré-candidatos a prefeitura de CG comparecem ao evento

Por Lara Sales/Fotos: Celso Baobab


Foi encerrado na última sexta-feira (18) o Encontro de Comunicação e Mídia – ECOM, promovido pelo Curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade da CESREI. O evento trouxe para a mesa-redonda do Centro de Extensão José Farias Nóbrega (UFCG), os pré-candidatos a prefeitura de Campina Grande, Guilherme Almeida (PSC), Tatiana Medeiros (PMDB) e Arthur Bolinha (PTB). Os demais Daniela Ribeiro (PP), Marlene Alves (PCdoB) e Romero Rodrigues (PSDB), não compareceram. 

A cerimônia que teve início às 19hrs e 30min, foi mediada pela Vice-Presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Tatiana Brandão. E teve como tema: “O papel da mídia e da propaganda nos processos políticos e eleitorais.”


A cada um dos convidados foi destinado 20 minutos para que falassem sobre o tema. Eles expuseram o histórico do uso das mídias e comentaram sobre as redes sociais. Logo depois, responderam a perguntas selecionadas enviadas pela plateia. 

Perguntados sobre a importância da publicidade e propaganda para a política, Tatiana Medeiros respondeu: “Existe uma linha tênue entre o que é ética e o que não é na mídia.” “O homem público não pode temer as redes sociais”, disse Guilherme Almeida. Já Arthur Bolinha ressaltou: “Acredito que a internet será decisiva em 20% das escolhas de voto.” Na plateia havia alunos, professores, pesquisadores e profissionais da área de comunicação. A mesa-redonda foi também aberta ao público.

Oficinas ministradas no Encontro de Comunicação e Mídia

Por Bárbara Marcelino, Carla Oliveira, Deise Ribeiro e Geovanni Ferreira


A Cesrei promoveu o Encontro de Comunicação e Mídia (ECOM), com a participação de professores, estudantes e pesquisadores. O tema abordado foi Política nas Plataformas Comunicacionais. As oficinas realizadas pela faculdade tiveram inicio às 14 horas desta quinta-feira (17), com termino nesta sexta-feira (18).

As oficinas ministradas foram as de Produção de Guias Eleitorais para TV, Produção em Fotografia Publicitária, Assessoria de Impressa, Campanhas Políticas nas Mídias Sociais e Mídias Sociais e Participação Cidadã, sendo esta última ministrada pela jornalista e professora Cassiana Ferreira.

A jornalista Cassiana Ferreira abordou em suas palestras o conceito de Ciberativismo: mídias sociais como ferramenta de mobilização social, a exemplo da Primavera Árabe, movimento que aconteceu na internet em pró da libertação dos países árabes da ditadura. A mesma explicou aos participantes o quanto a internet e as mídias sociais têm o poder de divulgar informações capazes de mudar o comportamento humano em sua sociedade e enfocou a importância do ciberativismo dentro da sociedade como um meio de proteção e reivindicação de direitos de grupos marginalizados. 



Confira abaixo a entrevista, na íntegra, do Coletiva Universitária com a jornalista e professora Cassiana Ferreira.

Coletiva: Qual a importância das mídias sociais com relação ao ativismo?

Cassiana Ferreira: Eu acredito muito no poder social que as mídias sociais têm, não apenas de compartilhar conteúdo, mas de compartilhar causas comuns a pessoas comuns, um dos aspectos principais que eu vejo é a questão do ciberativismo e do ativismo digital nas redes sociais porque o próprio nome redes sociais já diz, são pessoas que estão ligadas e conectadas de alguma forma. Então, a partir do momento em que você joga um assunto dentro dessa rede a probabilidade de que ele se propague e realmente alcance seus objetivos é muito maior, e esse é realmente o objetivo de qualquer ativista, seja ele digital ou não. O objetivo do ativismo em si é fazer com que uma causa seja ouvida e eu acredito que as mídias sociais dão essa voz ao ativismo de qualquer causa, então, eu acho que são muito importantes, pois o ativismo e as mídias sociais andam juntos e assim podem conquistar muitos resultados.

Coletiva: É a primeira vez que essa oficina é realizada aqui em Campina Grande?

Cassiana Ferreira: Em Campina Grande, sim, é a primeira vez que estamos aqui, nós já realizamos no Rio Grande do Norte e o nosso público alvo são estudantes geralmente do ensino médio, que são mais ou menos a partir dos 16 anos, a gente já teve alunos mais novos e, na verdade, nós trabalhamos com grupos de igreja, jovens que participam de movimentos sociais, movimentos do campo e estudantes em si. Nós os ensinamos como usar as mídias sociais, se ele, por exemplo, faz parte ou simpatiza com o MST e ele tem um perfil no Twitter ou Orkut e ele vive por uma causa, o que a gente quer mostrar para ele é que pode utilizar dessa identidade na internet para falar sobre aquela causa e assim fazer com que a causa que ele defende ganhe uma identidade naquele espaço em comum que são as mídias sociais, que é a internet e que tem tudo a ver com a juventude.

Coletiva: Com o término dessa oficina, qual o balanço que você faz?

Cassiana Ferreira: Na verdade eu gostaria que a oficina tivesse tido mais pessoas e que as pessoas que se propuseram a participar pudessem estar aqui, mas já que não foi possível, para mim foi muito proveitoso estar aqui, conhecer todos vocês, essa troca de experiência, e o que eu espero é que vocês que estavam aqui possam sair com o mesmo sentimento que eu tenho que o ciberativismo é realmente uma alternativa para que as questões sociais e as questões que realmente interessam ao povo paraibano, campinense, pessoense, brasileiro possam ser faladas e o que interessa mesmo possa ser dito, possa ser ouvido e possa ser mudado. Então, a minha expectativa é que vocês saiam com isso daqui e que o nosso blog realmente aconteça e daqui surjam outras experiências e que vocês possam passar isso para outras pessoas.

Coletiva: Finalizando, para você, o que são redes sociais?

Cassiana Ferreira: Eu sou uma apaixonada pelas redes sociais exatamente pelo poder social que eu vejo que elas têm. Redes sociais para mim é uma amplificação da voz, então, como você falou: vou sair do Twitter porque tem gente que vai lá e coloca que está tomando banho, querendo ou não, é uma besteira, mas se ela não tivesse Twitter ou Facebook, certamente, estaria falando sozinha agora. Ela está falando e 15 pessoas estão vendo, fazendo uma comparação, se ela estivesse falando algo mais importante, 15 pessoas poderiam estar vendo aquilo. Então, em minha opinião redes sociais é isso, é para ampliar a voz de cada um e aí você tem que ver o que sua voz está falando.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Segunda noite do Ecom foi marcada pelas redes sociais no universo político

Por Antonio Carlos Andrade, Mariana Capistrano, Karla Stalschus e Suênia Basílio 


O segundo dia do ECOM 2012 foi iniciado com a palestra de Pedro César, representante da empresa 6 Sigma, que trabalha com pesquisa e consultoria estatística. Em seguida, foi realizada uma mesa-redonda para discutir os novos desafios da comunicação política, dando ênfase na campanha dentro das redes sociais.

Durante sua palestra, Pedro apresentou a forma como a 6 Sigma inovou dentro da pesquisa estatística e como essa nova ferramenta consegue ter uma alta precisão nos resultados das eleições. Dessa forma, cada candidato consegue direcionar sua campanha política para convencer o maior número de eleitores possíveis. 

Dentro do tema das redes sociais, perguntado por essa equipe de reportagem, Pedro revelou que a campanha por esse tipo de ferramenta será bastante utilizada por muitos políticos e um pouco de forma indiscriminada. Por ser uma mídia predominada por jovens, os políticos estão tendo que “caminhar em direção’’ a eles. Mas como eles fazem isso? Não adianta apenas criar uma conta. É necessário ganhar a confiança de quem vai ler as postagens. O jovem de hoje indaga mais e questiona mais. O político precisa chegar com conteúdo diferenciado para ser visto de forma positiva. 

Segundo os participantes da mesa-redonda, as campanhas nas redes sociais são eficazes, porém não fazem, necessariamente, o candidato conseguir um maior número de votos. Além disso, tem que haver uma acessoria de impressa que realmente faça com que aquele perfil no facebook ou no twitter, por exemplo, consiga ser bem visto pelas outras pessoas e não vire motivo de piada dentro da própria internet. Também tem que se tomar cuidado com o conteúdo postado, pois as notícias se espalham muito rápido e, pode acontecer, de não ter como remediar a situação e o candidato sair prejudicado. 

As redes sociais também já são são utilizadas por órgãos do governo, prefeituras, como uma forma de se aproximar da população e mostrar a sociedade aquilo que se está sendo realizado, como obras, trabalhos e ações governamentares. Também está servindo como uma maneira mais rápida de entrar em contato com esses órgãos e poder tirar dúvidas ou até mesmo resolver problemas.

A justiça eleitoral e as redes sociais



O advogado e professor Rodrigo Reül foi o convidado da noite para explicar como a justiça eleitoral irá fiscalizar as campanhas na internet, que é considerada por muitos uma terra sem lei. Muito simpático, Rodrigo nos atendeu antes do evento começar e respondeu algumas perguntas. De acordo com Rodrigo Reül, nesse momento, pré-eleitoral, não é possível, de forma alguma um pré-candidato realizar qualquer propaganda política que peça votos ao cidadão. Isso é proibido até o dia 6 de julho, a partir disso há permissão da propaganda direcionada aos eleitores, onde o político pode, efetivamente, pedir votos. Fica proibido qualquer tipo de propaganda que denigra a imagem do partido ou de outro candidato. Outra coisa, as mensagens só podem ser enviadas para quem solicitar. A fiscalização vai ocorrer, basicamente, por meio de denúncias. Caso o Ministério Público (MP), por conta própria, tome conhecimento do caso, irá fazer o seu papel. Mas em 99% dos casos, quem terá que fiscalizar os candidatos é o usuário da rede. As denúncias podem ser feitas diretamente na justiça eleitoral ou o MP, munido de documentação que comprove (print screen) em qual rede social aconteceu o crime e em qual momento ocorreu a mensagem. Mesmo que o candidato não seja o responsável pela postagem, ele quem sofrerá a pena, podendo tornar-se inelegível e receber multa cujo valor pode chegar até 25 mil reais.

Trabalhos são debatidos no Ecom 2012

Por Thayse Araújo, João Victor e Hérica Clemente


Os Grupos de Trabalhos do #ECOM 2012, realizados na manhã desta quinta-feira (17) na Faculdade Cesrei contou com a participação de alunos e pesquisadores das áreas de Comunicação, Publicidade e Propaganda, Arte e Mídia, Jornalismo, Marketing, Produção Audiovisual, Relações Públicas e Educomunicação. Além dos estudantes da instituição, participaram alunos da UEPB, UFPB, UFCG, FIP e UNITER. Foram 29 trabalhos inscritos, resultado de pesquisas concluídas e em andamento.

Os artigos trataram de temáticas atuais como a influencia da mídia nas campanhas políticas e principalmente a utilização das redes sociais que cresceu visivelmente nos últimos anos causando transformações nas práticas da politica contemporânea.

O evento também atraiu pessoas de outras cidades como o estudando de Jornalismo das Faculdades Integradas de Patos, Epitácio Germano que afirmou ser “importante participar do evento, pois ocorre um aperfeiçoamento do conhecimento, bem como, uma aproximação com novos métodos de pesquisas e entrar em contato com outras pesquisas”.

Flaubert Paiva, um dos coordenadores de GT, destacou a importância da pesquisa na formação do universitário: “É bem positiva, boa parte dos trabalhos é do início de graduação, mas não deixa nada a dever a qualquer trabalho que seja apresentado em qualquer congresso onde tenhamos participação de pesquisadores experientes”. 

Abaixo segue vídeo com entrevista realizada com uma das organizadoras do evento e coordenadora de GT, a professora Ada Guedes (UEPB-CESREI) que faz uma avaliação dos trabalhos apresentados:

Exposição: Inventário Nacional das Referências Culturais

Por Ana Beatriz Caldas



Acontece até a noite de hoje (18) no Centro de Extensão José Farias da Nóbrega (na UFCG) a mostra fotográfica "Entre performances do Cavalo-Marim e o Inventário Nacional das Referências Culturais". A exposição, cujo tema é a fotografia etnocêntrica, é fruto do fotógrafo Glauco Machado, também antropólogo, que conviveu com comunidades indígenas e vivenciou diversas experiências sociais para registrá-las através da câmera. 

Quando questionado sobre a importância de expor em eventos acadêmicos como o Ecom (Encontro de Comunicação e Mídia), Glauco justificou: "O meu trabalho é ligado a arte, a comunicação e a antropologia, ou seja, é um trabalho interdisciplinar. Me chamaram (pra expor) porque sou antropólogo, mas eu já dei curso até pra documentarista, pra gente de cinema, gente de biologia, gente de publicidade... Eu saio minando, uso meu conhecimento em várias áreas, estudo várias áreas. Eu não quero ser só um fotógrafo ou estudioso de uma determinada área (...) Um evento como o ECOM, que todo ano tá crescendo, é importante pra Paraíba, e é uma exposição do meu trabalho - até porque contribuí com outras coisas além da exposição -, então é uma soma do meu nome ao evento." 

O Inventário registrado pelas lentes de Glauco é um projeto de pesquisa proposto pela FUNDARPE (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco), e apoiado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e pelo Governo Federal, e visa descobrir a identidade dos grupos que formam o povo brasileiro. "O governo quer saber quem são esses grupos. Nossa equipe vai produzir documentários e há também bancos de dados, de som... Isso tudo vai ser somado a um relatório que vai transformar o Cavalo-Marim num Patrimônio Nacional. As fotos exibidas são só pra mostrar aos participantes do Ecom todo esse processo, mas não estamos nem na metade ainda.", conta. 

A exposição, assim como as atividades paralelas a ela, estão sendo divulgadas nas redes sociais do ECOM - já mostrando ao público a relevância do tema do evento.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Rui Dantas: Tempos Modernos


As redes sociais constituem espaço exímio do jornalismo e da publicidade, revolucionando o modo de se comunicar e de fazer política.

Por Rafael Buarque Montenegro 



Com um sorriso no rosto, foi assim que Rui Dantas nos recebeu após o término do primeiro dia de programação #ECOM - Encontro de Comunicação e Mídia da CESREI, realizado no Centro de Extensão José Farias da Nóbrega da Universidade Federal de Campina Grande. 

Simpático e atencioso, mesmo com a hora avançada, Rui conversou conosco, sem pressa, e durante dez minutos de conversa, passeamos pelo mundo da publicidade política, do jornalismo e da reconfiguração dessas práticas pelas redes sociais tão presente na contemporaneidade. 

Em sua palestra “A imagem da Política Contemporânea”, Rui Dantas abordou a questão atualíssima do “boom” das redes sociais. Dados de agosto de 2011, mais de 80% dos usuários de internet no Brasil têm seus perfis em redes sociais. Isso gera um novo mercado publicitário com um potencial altíssimo, tanto para o marketing comercial, quanto para o marketing político. 

Abordando as estratégias vitoriosas da I2Inteligência em campanhas publicitárias, ele mostrou a necessidade dos meios jornalísticos e publicitários estarem conectados e interligados com as novas mídias. 

Na nossa conversa, Rui pode abordar alguns temas específicos do jornalismo e de nossas práticas políticas atuais. Confira abaixo entrevista na íntegra.

Coletiva: Você acha que existe o culto ao negativo (violência, corrupção, miséria, etc.) na nossa cultura midiática?

Rui Dantas: Existe sim. Infelizmente, o silêncio (entenda qualidade) é caro. Um bom restaurante, silencioso, é caro. Um belo espetáculo, ambiente silencioso, é caro. A violência, em minha opinião, existe por causa do sistema. O sistema se beneficia da violência. E os meios de comunicação também. O que vende hoje na mídia? Os programas policiais hoje têm uma grande audiência por quê? Porque vendem a desgraça. E as pessoas vão se acostumando com isso. Infelizmente as pessoas não gostam daquilo que não conhecem, música erudita, por exemplo. Elas escutam o forró de plástico, porque não conhecem algo melhor, não tem outra opção. 

Coletiva: O que pode ser feito, como jornalista, para transformar este cenário?

Rui Dantas: Não se deve pensar como jornalista, mas como cidadão. Todos nós somos jornalistas em potencial, formadores de opinião em potencial. As redes sociais trouxeram isso. Todos têm acesso à informação e se tornam emissores. Eu, você, a empregada doméstica, o professor, o advogado, todos nós podemos produzir mudança. Agora, geralmente, como em toda revolução, o processo é lento. Tem que ser pensado primeiro, para depois podermos melhorar. 

Coletiva: Como gestor de imagem, como é possível transformar uma imagem negativa e generalizada (“todo político é corrupto”) em algo positivo, diante de uma mídia que produz notícias por encomenda, muitas vezes sem provas? 

Rui Dantas: Toda esta batalha, da disputa eleitoral, é travada no inconsciente coletivo, na mente das pessoas. Qual é o segredo? Eu costumo dizer que quem faz uma gestão de imagem muito boa é a mulher. Se ela é bonita e a perna é bonita ela expõe, se não é tão bonita assim ela encobre. A mesma coisa é com o político. Como a batalha é travada na cabeça do eleitor, você diminui a exposição de temas que não sejam tão interessantes e amplia aquilo que é interessante, que é bom. É tudo uma questão de estratégia. 

Coletiva: Qual o maior desafio para a publicidade política, nesta transição do palanque às redes sociais, onde tudo é móvel, e o acesso à informação está cada vez mais fácil? 

Rui Dantas: O desafio? O maior desafio é estar atento para tantas plataformas, ter o discernimento para saber qual a plataforma que deve ser utilizada, em que nível, e de que forma. Este é o grande segredo. Ora você vai precisar das redes sociais, ora da comunicação via assessoria de imprensa, ora do contato com o povo. Um candidato que tem falta de conhecimento da opinião pública, candidato novo, ele tem de estar em todas as plataformas. Tudo isto é interligado. Por exemplo, um candidato que está sendo investigado, diante de um escândalo, ele não deve recorrer à coletiva de imprensa, é um erro crasso. Ele deve usar outra plataforma, uma nota, ou no Twitter, ou um vídeo em um canal do Youtube. Depende muito da circunstância. Infelizmente vivemos na era do escândalo. Vale citar aqui um ditado de nossas avós: “Em boca fechada não entra mosca”. Quanto mais se analisar caso a caso, menos serão os erros.


Abertura do Ecom 2012 aconteceu ontem em Campina Grande

Por Rubens Costa e Per Cristhian

Teve início, ontem 16 de maio, no centro de extensão José Farias de Nobrega (UFCG) o tão esperado Encontro de Comunicação e Mídia – ECOM, que reuniu alunos, professores e profissionais de Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Educomunicação, Arte e Mídia, Audiovisual e áreas afins. O evento teve início com a participação de Rui Dantas na palestra de abertura. A primeira noite do evento foi encerrada com mesa redonda composta pela Prof.ª Dr.ª Elizabeth Lima (Pesquisadora do PPGCS/UFCG), do Jornalista Carlos Magno (Coordenador de Comunicação da Prefeitura Municipal de Campina Grande) e do Publicitário Xhico Raimerson (Diretor de Mídias Sociais/SECOM/PB), que discutiram o tema: “Do Palanque às Redes Sociais: a política nas plataformas comunicacionais”.



Segundo a Jornalista e Professora da Cesrei Maria Zita Almeida, da comissão organizadora do evento, a escolha do tema está fundamentada em um dos assuntos mais discutidos no momento entre estudantes de comunicação social, que é eleições. “Estamos em um ano de eleições e a escolha do tema não poderia ser mais propício”.


De acordo com Elizabeth Lima, “nas eleições passadas os principais meios de comunicação politica eram os comícios ou programas eleitorais na TV”. Porém, desde as eleições de 2010, as mídias sociais vêm se tornando um canal de comunicação politica cada vez mais importante e de certa forma essenciais no cenário politico atual. “O perfil do eleitor brasileiro não é mais do cidadão que troca seu voto por troca de favores, ele quer se envolver e fazer a diferença na politica braseira e isso se deve em especial as mídias sociais”, afirmou Elizabeth Lima.

Outra atividade que vem se apropriando das redes sociais, é a publicidade, o publicitário Xhico Raimerson afirmou que “com as mídias sociais os políticos não podem mais se limitar a apenas fazer discursos, agora ele terá que falar com o eleitor, pois o politico não muda o que muda é a forma de dialogar”.

O Coordenador de Comunicação da Prefeitura Municipal de Campina Grande, Carlos Magno afirmou que “a política atual mudou muito em relação há anos anteriores e com as inovações tecnológicas o político ficou cada vez mais próximo do eleitor fazendo com que o político não ignore o ponto de vista do eleitor”. 

O ECOM 2012 prossegue com a suas atividades hoje (17), e amanhã (18), com apresentações dos Grupos de Trabalhos (GTs), Oficinas e dando sequência as Mesas-Redondas.

Pré-candidatos de CG se reúnem nesta sexta no Encontro de Comunicação e Mídia

Mesa redonda irá discutir o tema ‘O papel da mídia e da propaganda nos processos políticos eleitorais'.





Teve início ontem e prossegue até esta sexta (18) o Encontro de Comunicação e Mídia – ECOM, promovido pelo Curso de Publicidade e Propaganda da Faculdade Cesrei. Para o último dia, estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da área de comunicação irão ter um encontro com os pré-candidatos à Prefeitura de Campina Grande, que vão estar em uma mesa-redonda com o tema ‘O papel da mídia e da propaganda nos processos políticos eleitorais’. O evento tem início às 19h, no Centro de Extensão José Farias da Nóbrega da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

À tarde, a partir das 14h, quatro Oficinas irão acontecer na Faculdade Cesrei: Produção de Guias Eleitorais para TV, com o professor Emerson Saraiva; Produção em Fotografia Publicitária, com o professor Hipólito Lucena; Assessoria de Imprensa, com a jornalista Karina Araújo e Campanhas Políticas nas Mídias Sociais com a professora Adriana Alves.

Hoje (quinta), também a partir das 19h, o ECOM irá discutir em uma mesa-redonda ‘Os novos desafios da Comunicação Política’ com a participação de Mirian Ribeiro (diretora da Takes Comunicação), o advogado e professor da Cesrei Rodrigo Reul e a especialista em Marketing Publicitário Emanoela Alves.

Inscrições para o ECOM ainda estão sendo realizadas no Centro de Extensão, antes do início do evento.

Outras informações podem ser adquiridas na faculdade ou através das redes sociais pelo site: www.cesrei.com.br/ecom, e-mail: ecom@cesrei.com.br, twitter: @cesrei_ecom, facebook: cesrei.ecom ou através do telefone (83) 3341.7997.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Introdução

Olá caros leitores,

Este blog surgiu para compartilhar e fazer a cobertura de eventos acadêmicos independente de suas Instituições de Ensino. Atualmente a navegação na rede mundial de computadores mais do que realidade, se configura como uma necessidade.

Somos estudantes de Comunicação Social da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e o http://coletivauniversitaria.blogspot.com.br/ nasce como mais uma ferramenta de interação virtual, com o objetivo de informar sobre os mais variados assuntos de interesse de estudantes universitários.

Como primeiro projeto realizaremos a cobertura do ECOM (Encontro de Comunicação e Mídia), que acontecerá nos dias (16,17,18 de maio) com oficinas, palestras e mesas redondas, promovido pela Faculdade Cesrei.

Segue abaixo a programação:


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