segunda-feira, 27 de agosto de 2012

VII edição do Comunicurtas UEPB tem início nesta segunda-feira



O Festival Audiovisual de Campina Grande, Comunicurtas UEPB, se inicia hoje, a partir das 19h, no SESC Centro.
Haverá exibição de filmes, debates e discussões, além de diversas oficinas, entre elas a oficina de Fotografia para Cinema em preto e branco, e também a de Roteiro para Mídias Interativas.
Todas as mostras cinematográficas acontecerão a noite, no SESC Centro, as oficinas e os debates acontecerão na Central de Integração Acadêmica, na UEPB.

A programação completa você pode conferir clicando AQUI.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Centenário do “Rei do Baião”, inspiração na Folkcomunicação



Por Evandro Pereira/ Edição: Renato Fragoso.



Em Pleno ano do Centenário de Luiz Gonzaga, a cidade do Maior São João do Mundo e a UEPB acolheram na noite de quarta-feira (6), a XV Conferência Brasileira de Folkcomunicação com a temática Festas juninas na era digital: Da roça à rede. O Teatro Municipal Severino Cabral foi o palco da Solenidade de Abertura com apresentações folclóricas, homenagens e discussões teóricas.

A Conferência Brasileira de Folkcomunicação, conhecida como FolkCom, é um evento que reúne pesquisadores, profissionais, estudantes e pessoas interessadas em processos comunicacionais para discutir a natureza das festividades populares.

Na abertura oficial, vários grupos culturais da região reunidos numa só apresentação proporcionaram ao público ritmos genuinamente nordestinos como o xaxado e baião, criados por Luiz Gonzaga. Em seguida o professor doutor Luiz Custódio da Silva, do Departamento de Comunicação, foi homenageado com a exibição de vídeos sobre sua trajetória de vida. E, inspirado na titulação de Luiz Gonzaga, foi coroado simbolicamente com gibão e chapéu, o Rei da Folkcomunicação.



A temática Raízes ibéricas das festas juninas; São João na Galícia, Espanha e Portugal entrou em debate na mesa redonda da noite de abertura. Participaram os palestrantes Alberto Pena Rodríguez (UV Espanha), Carlos Nogueira (IELT/UNL Portugal), Eneida Maracajá (PMCG), Luiz Humberto Marcos (ISMAI/MNI, Portugal), Lucília José Justino (UNL, Portugal) e Osvaldo Meira Trigueiro (UFPB). A mediada Maria Érica de Oliveira (UFRN), dividiu em dois blocos as exposição de suas pesquisas teóricas.

O evento segue até sexta-feira (8) com mesas-redondas, oficinas, painéis e grupos de trabalhos.

Cultura popular nordestina na rede de comunicação, “tá danado de bom”

Em 2012, nada melhor que refletir as formas de expressões da cultura nordestina em plenas comemorações do centenário de Luiz Gonzaga da Silva, conhecido também como “O Rei do Baião”.

Luiz Gonzaga soube, com maestria, disseminar a cultura do interior do nordeste nas demais regiões brasileiras através de seu talento de pouca valorização na época – a música de forró. Segundo a paraibana Magna Adriana, assistente social do Creas Pernambuco, “as músicas de Luiz Gonzaga surtem efeitos positivos nas atividades grupais com todas as gerações: jovens, adultos e idosos, pois ela valoriza a questão da autoestima e do legado nordestino”.

A Feira de Caruaru, A Triste Partida, Asa Branca e Boiadeiro, são exemplos de inesquecíveis canções antológicas que deram visibilidade ao nordeste - culturalmente rico, mas econômica e politicamente pobre. Imaginemos na atual conjuntura: o que pode ser feito através dos diversos recursos que a rede social pode oferecer?

Já são percebidos em sites de relacionamentos, textos, fotografias e vídeos que expressam a diversidade da cultura popular nordestina. “A internet é maravilhosa para nós que moramos longe da terrinha, pois dá para acompanhar os acontecimentos e matar um pouco a saudade, como, também, para nossos amigos e familiares que ainda não conhecem nossas raízes, é uma oportunidade ímpar deles também desfrutarem”. Informou o nordestino Michel, gerente em uma churrascaria no Vietnã.

As dramáticas relações sociais da história que isolou o interior do Nordeste em um mundo coronelista desumano e a estigmatização de sua gente como incapaz de acompanhar a mutação cultural não foram suficientes para impedir a propagação das produções culturais. Assim como qualquer brasileiro, o nordestino pode encontrar na internet, além do potencial para divulgar o turismo local – natural ou cultural, um potencial para divulgar seu modo de ser, pensar e agir.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

XV FolkCom tem início em Campina Grande


Teve início na manhã desta quarta-feira (06), no Teatro Rosil Cavalcanti, em Campina Grande, a XV Conferência Brasileira de Folk Comunicação (FolkCom) com o tema: Festas Juninas na era digital: da roça à rede. A mesa de abertura, realizada as 09h00, teve como tema “Jornalismo cultural e folkcomunicação na era digital”, e contou com a participação de Sérgio Luiz Gandini (UEPB), Wellington José de Oliveira (UFPB), Thiago Soares (UFPB) e Astier Basílio (Correio da Paraíba). A mesa teve como mediador o professora da UEPB, Luiz Custódio da Silva, organizador do evento.

A XV FolkCom continua na parte da tarde com as oficinas, que serão realizadas na Faculdade CESREI. À noite, haverá a cerimônia de abertura no Teatro Municipal Severino Cabral, com a presença da secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura, Claudia Souza Leitão.

As atividades da XV FolkCom prosseguirão nos dias 07 e 08, com palestras, mesas-redondas, e apresentação de trabalhos. O evento será encerrado no dia 08, com solenidade a ser realizada no Teatro Municpal Severino Cabral, as 18h00.

Confira a programação completa da XV Conferência de Folk Comunicação clicando aqui.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

#Ecom2012 termina com certeza de consolidação segundo coordenação do evento


Por Dayane Andrade, Débora Holanda, Thais Mendonça e Jenifer Pachu

Terminou na última sexta-feira, 18 de maio, mais uma edição do ECOM - Encontro de Comunicação e Mídia realizada pela faculdade Cesrei, que este ano teve como tema Do Palanque às Redes Sociais: A política nas plataformas comunicacionais.

Durante os três dias do evento ocorreram apresentações de palestras, Gt's, mesas redondas, oficinas e exposições de trabalhos que focaram principalmente em um dos assuntos mais discutidos no momento entre os estudantes de comunicação social: eleições e como a mídia e as redes sociais influenciam diretamente na escolha de seus candidatos.

Após mais um ano, o saldo foi positivo. O evento teve a participação de vários estudantes, do estado da Paraíba e também de fora, que puderam entender melhor vários assuntos que estão presentes no cotidiano e que requerem um olhar mais crítico da sociedade, principalmente, com a proximidade das corridas eleitorais.

A coordenação do #Ecom2012 disse ao Coletiva: "Cada ano o evento se consolida cada vez mais, não só ponto de vista da maturidade das questões abordadas, como da diversificação do público participante. Vide, por exemplo, não só a participação de pessoas vinculadas à instituição realizadora do evento, à Cesrei, como aquelas vindas de outros cursos e de outras instituições como UFCG, UFPB, Faculdades Integradas de Patos, UEPB e até UFRN.” E completou: “O ECOM é um evento que está definitivamente inserido no calendário da nossa instituição. Para 2013 nossa expectativa é que o evento continue se fortalecendo e possa continuar gerando discussões que contribuam para o entendimento desse universo que se abre com essas novas possibilidades comunicacionais."

domingo, 20 de maio de 2012

Exposição: A notícia publicitária – informação a venda

Por Ranayana Almeida




Esteve à mostra durante o ECOM (Encontro de Comunicação e Mídia), no Centro de Extensão Farias Nóbrega (na UFCG), a exposição do diretor de arte e jornalista Rodrigo Cruz. A exposição tinha como tema a hibridização do jornalismo com a publicidade. 

A proposta da exposição surgiu enquanto ainda cursava jornalismo, devido ao seu interesse de pesquisar e trabalhar com publicidade. A partir daí começou a pensar em como poderia unir e executar essas duas temáticas. 

“Eu comecei a perceber que existia, na maioria dos jornais, uma prática embutida: algumas notícias de alguns editoriais, como política e cultura, estavam sendo abordadas de maneira diferenciada do padrão, e percebi também que ali existiam alguns elementos publicitários, como o fator de venda. Então eu estudei um pouco mais e vi que muitos teóricos do campo jornalístico já estudavam a temática da notícia como uma mercadoria e me baseei neles para criar uma metodologia, para que eu pudesse fazer minha pesquisa. Primeiro eu separei os elementos da notícia e os elementos da publicidade e encontrei em ambos um elo que pudesse dar base ao meu trabalho. Eu comecei a recortar e pesquisei durante um mês para cada notícia, identificando que pontos e que artifícios eram usados em comum. A partir daí eu construí uma ideia criativa para cada uma das notícias”, conta Rodrigo Cruz sobre o processo criativo usado nas dez peças que foram expostas.

Para dar vida à parte visual, Rodrigo que já trabalha há seis anos no ramo publicitário, usou a experiência como diretor de arte. Quando perguntado sobre suas referências teóricas, cita Cremilda Medina e Aristeu Formiga, autor do livro “Vende-se a Notícia!”. 

Ao final da entrevista, Rodrigo declara: “É um incentivo que eu dou para todos os estudantes de comunicação: a importância de pensar em algo diferente. E é isso que eu sempre busquei no meu trabalho, trazer algo novo, algo que possa contribuir até mesmo para o futuro”.